segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

POEMA INÚTIL


Ah...fiz um poema tão lindo pra você, 
que minhas lágrimas atravessaram o oceano,
mares de Portugal,
praias de Setúbal.
Meu lamento ecoou tanto...
que o poeta, de lá, teve dó 
da minha dor de amor,
dor de paixão,
de mim, caída,
peito rasgado,
exposto à visitação pública.

De negro me visto,
nos ombros, xale florido.
Fados mouros,
flauta de tamborileiro,
guitarras vieram ao meu encalço.

Inútil.

Ah...quanto do meu sal, nos mares de Portugal...

quanto do teu mel, em mim.


2 comentários:

Jorge Santos disse...

Claro como a água e o sal
Claro O Junho e depois o Verão
E o vinho e o mel
e o entrudo com sabor a pele
e excitação
Útil é sentir o meu poema
bater no teu coração
Claro como a água

Sônia Brito disse...

Palavras diversas,
viés de emoções,
conteúdos iguais.
Mares tão distantes...
mas,o mesmo sal,vinho, mel e fel dos poetas.